
Neste 13 de julho, data em que o mundo celebra o Dia Internacional do Rock, a cena cultural brasileira volta os olhos – e os ouvidos – para uma estrela que continua a brilhar mesmo após sua partida: Rita Lee. Ícone incontestável da música e do comportamento, a artista atravessou décadas com um estilo próprio, rompendo padrões e abrindo caminhos onde antes só havia silêncio para vozes femininas.
Dona de uma presença magnética e uma irreverência inata, Rita foi mais que uma cantora: foi símbolo de liberdade, coragem e originalidade. Do experimentalismo psicodélico de Os Mutantes, nos anos 60, à explosão pop-rock com Tutti Frutti nos anos 70, até sua sofisticada carreira solo ao lado do grande amor, Roberto de Carvalho, ela soube como poucos transformar sua vida em arte – e sua arte em espelho para gerações.
Rita encantava plateias e desafiava convenções com a mesma naturalidade com que misturava batons coloridos, letras ácidas e ternura. Seu repertório é uma crônica sonora da mulher brasileira moderna: ousada, livre e profundamente humana.
Seu legado? Incontornável. Do palco à literatura, da televisão à militância pelos direitos dos animais, Rita Lee deixou sua marca em todos os cantos da cultura nacional. Seu nome ecoa em cada acorde de guitarra empunhada por artistas que vieram depois — como a roqueira Pitty, uma das tantas que reconhecem publicamente a força pioneira da rainha.
No altar sagrado do rock nacional, Rita não apenas ocupa o trono: ela o moldou com suas próprias mãos.
Hoje, nesta data tão simbólica, o Brasil a reverencia com respeito, saudade e gratidão. Porque onde houver atitude, inteligência e rebeldia criativa, haverá um pouco de Rita Lee. E que assim seja, sempre.










