Um homem foi preso nesta segunda-feira (12) em Várzea Grande após acionar a Polícia Civil, a Polícia Militar e a Guarda Municipal para comunicar falsamente um homicídio. Segundo as forças de segurança, o suspeito afirmou ter flagrado a esposa com outro homem e, em seguida, matado o suposto amante. Após checagens, foi constatado que a denúncia era completamente falsa.
A mobilização envolveu diversas equipes e viaturas, que iniciaram buscas imediatas. No entanto, não havia vítima, local do crime nem qualquer registro real da ocorrência. O caso foi classificado como trote e falsa comunicação de crime. A polícia informou ainda que o homem já havia feito denúncias falsas anteriormente.
O suspeito foi identificado, localizado e preso em flagrante, sendo encaminhado ao CISC Parque do Lago, onde permanece à disposição da Justiça.
Além do impacto operacional, episódios desse tipo ampliam o desgaste emocional das forças de segurança, que já atuam sob pressão constante. Profissionais do sistema penitenciário, policiais e agentes de segurança lidam diariamente com violência, tensão e risco, o que aumenta a vulnerabilidade ao adoecimento psicológico.
A situação ocorre em meio ao Janeiro Branco, campanha nacional voltada à conscientização sobre saúde mental. De acordo com a psicóloga Isabella Souza, do programa Viver Bem da Unimed, a sobrecarga emocional é um dos principais fatores de adoecimento entre trabalhadores expostos a estresse contínuo. “Quando tristeza, ansiedade e irritabilidade se tornam frequentes e passam a interferir no sono, no trabalho e nos relacionamentos, isso já é um sinal de alerta”, explica.
Segundo a especialista, profissionais da segurança pública e do sistema penitenciário estão entre os mais afetados por transtornos como ansiedade, depressão e esgotamento emocional, em razão da pressão permanente, da exposição à violência e da falta de descanso adequado.
Ela também alerta que o sofrimento psicológico pode provocar impactos físicos, como distúrbios hormonais, dores crônicas, problemas gastrointestinais e queda da imunidade. “Não existe separação entre mente e corpo. Ignorar a saúde mental aumenta os riscos para o indivíduo e para o sistema”, afirma.
Para especialistas, investir em políticas de cuidado psicológico, acompanhamento profissional e prevenção é fundamental para reduzir crises individuais e preservar a capacidade de resposta das instituições de segurança pública.

