
O senador Wellington Fagundes (PL) fez duras críticas a duas das obras mais polêmicas de Mato Grosso: a intervenção no Portão do Inferno, em Chapada dos Guimarães, e a implantação do BRT (Bus Rapid Transit) na região metropolitana. Para o parlamentar, os dois casos exemplificam falhas de planejamento e a dificuldade do estado em conduzir projetos de grande porte.
Sobre o Portão do Inferno, trecho da MT-251 interditado desde o fim de 2023 por riscos de desmoronamento, Fagundes classificou a obra como um “erro de planejamento”. Ele destacou que havia destinado R$ 18 milhões ao projeto, mas que o recurso foi mal aplicado.
“O barato ficou caro, porque esse barato lá já representa grande desperdício de recurso”, afirmou.
O senador relembrou que, ainda em audiência pública, técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e especialistas alertaram que a solução inicial de “retaludamento” — aplainar o paredão rochoso — não seria segura a longo prazo. Mesmo assim, o governo optou por esse caminho mais barato, que não resolveu o problema. Agora, o estado deve recorrer a um projeto de túnel, de custo muito mais elevado.
“Eu entendo que um governador tem que ter sensibilidade de conversar com as pessoas”, reforçou Fagundes, ao criticar a falta de diálogo com especialistas durante a formulação do projeto.
O parlamentar também estendeu sua crítica ao BRT em Cuiabá e Várzea Grande, obra que tem gerado polêmica desde sua concepção. Para ele, tanto o modal de transporte quanto a paralisação no Portão do Inferno revelam a dificuldade de Mato Grosso em executar obras complexas de infraestrutura.