
Os servidores públicos estaduais de Mato Grosso terão de negociar diretamente com o Governo do Estado o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) referente ao período da pandemia de Covid-19. A avaliação é do deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
Segundo o parlamentar, o governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) já deixou clara sua posição sobre o assunto durante a campanha eleitoral, ao afirmar que o Estado não tem condições financeiras de arcar com o valor estimado em R$ 4 bilhões.
Max Russi afirmou que ainda existe espaço para diálogo, mas ressaltou que a discussão sobre o pagamento deverá ocorrer principalmente entre os representantes dos servidores e o Poder Executivo.
“Eu acho que sempre tem margem para conversar, mas eu acho que o Piveta foi muito claro na eleição. Então, todo mundo sabe o que o governador Piveta pensa em relação a isso”, declarou.
O presidente da Assembleia acrescentou que o Legislativo está disposto a participar das discussões, caso seja necessário.
A declaração ocorre em meio à expectativa dos servidores estaduais sobre a recuperação das perdas inflacionárias acumuladas durante o período da pandemia, tema que envolve um passivo estimado em bilhões de reais.
Max Russi também informou que a Assembleia deverá discutir a RGA referente ao próximo ano em janeiro.